Filhos mimados e despreparados para a Vida!

Eduquemos nossos filhos, uma criança mal educada, manipuladora,brigona, fofoqueira, egoísta será um adolescente complicado e um adulto cheio de prepotência e arrogância.
À mesa do restaurante, o menino faz birra exigindo o celular da mãe para se divertir durante o almoço. Já a menina se joga no chão da loja de brinquedos porque quer que o pai compre aquela boneca de marca. O menino bem vestido filho de um executivo chuta a perna de uma senhora dentro do elevador do condomínio. Em casa, um adolescente se irrita porque quer o aumento de sua mesada e quer o carro da irmã para ir a uma balada. Nossos filhos, seus filhos, seus netos, não importa a idade e nem a posição social, todos estão se tornando adultos mimados e medíocres, incapazes de aceitar as frustrações que o mundo nos impõe. A nossa responsabilidade está associada ao imediatismo que nesse mundo conturbado rege as relações.

A nossa fragilidade como pais está ligada exatamente nesse imediatismo cultivado, que tem dificuldade de dizer um não ou deveríamos dizer um talvez ou me deixe pensar, dizendo sempre um SIM para os jovens e crianças para não contrariá-los e é essa fragilidade que nos torna alienados, sem perspectiva para inseri-los no mundo.

Desde que o mundo é mundo somos todos imediatistas. Quando uma criança nasce ela chora imediatamente para ser atendida imediatamente, já reivindica que suas necessidades básicas sejam imediatamente saciadas para gerar prazer.

No entanto, precisamos entender que não é o princípio do prazer que vai reger a nossa vida e, sim, o princípio da realidade. O papel dos pais é, aos poucos, mostrar aos filhos a realidade do mundo.

Certo dia lia um artigo numa revista de psicologia para jovens da qual achei bastante interessante:

‘’Alguém que está sempre entretido terá sempre necessidade de mais entretenimento’’ alertava o médico Daniel Becker Criador do Projeto Pediatria Integral. Segundo ele, para ser criativo, o cérebro humano precisa da criatividade.

Becker acrescenta que crianças que não interagem com seus pares ou com os adultos, porque passam o dia com eletrônicos na mão, terão menos empatia e menor capacidade de comunicação. Se este já não fosse um bom argumento, ainda haveria a opinião de outros especialistas, que enxergam o hábito dos pais de entregar celulares e tablets às crianças como algo benéfico apenas para os adultos. Oferecer um eletrônico em momentos em que se espera que os filhos se socializem com a família e amigos não é um carinho, mas sim um comodismo.

Nossos jovens precisam estar engajados com o lado externo, mas também necessitam de momentos para está ocioso, porque é nesse momento de contemplação que eles exercitam a sua inteligência emocional. Quando um jovem ou até mesmo um adulto tem seu tempo completamente tomado com atividades escolares, cursos de línguas, judô, natação, redes sociais, ficam incapacitados de terem importantes processos interiores.

E o que vamos fazer? Tudo é uma questão de Educação e de equilíbrio, misturada a uma boa dose de bom senso.

Vamos observar melhor nossos filhos e vamos repreendê-los quando tiver que repreender.

Eduquemos nossos filhos, uma criança mal educada, manipuladora,brigona, fofoqueira, egoísta será um adolescente complicado e um adulto cheio de prepotência e arrogância.

Por Elizabeth Zanovello

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.