O que é Câncer de Mama?

Qualquer pessoa pode vir a desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida.


O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
Cada um de nós quer e precisa acreditar que seremos ajudados e “curados” independentemente da terapia que for utilizada.É importante não deixar a frustração roubar sua determinação ou vontade de viver. Simplesmente aprenda com sua experiência e siga em frente.
Aqui você encontrará informações para se manter informada, saber como lidar com o câncer de mama e ter qualidade de vida durante o tratamento: O que é Câncer de Mama?
Câncer de mama é um tumor maligno que se inicia a partir das células da mama. Um tumor maligno é um grupo de células cancerosas que pode infectar os tecidos adjacentes ou se disseminar (espalhar através de metástase) para áreas distantes do corpo. Essa doença ocorre principalmente em mulheres, mas os homens também podem desenvolvê-la.
Estrutura Normal da Mama Para compreender melhor o câncer de mama, é importante ter um conhecimento básico sobre a estrutura normal das mamas. A mama feminina é composta principalmente de lóbulos (glândulas produtoras de leite), ductos (tubos pequenos que carregam o leite dos lóbulos ao mamilo) e estroma (tecido gorduroso e tecido conjuntivo que circunda os ductos e lóbulos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos).
Os linfonodos são pequenas coleções de células do sistema imune em formato oblongo que são conectadas pelos vasos linfáticos. Os vasos linfáticos são como pequenas veias, exceto pelo fato de que carregam um líquido claro denominado linfa (no lugar de sangue) para longe da mama. A linfa contém líquido tecidual e produtos residuais, bem como células do sistema imune (células importantes no combate de infecções). As células do câncer de mama podem penetrar nos vasos linfáticos e começar a crescer nos linfonodos.
A maioria dos cânceres de mama tem início nas células que ligam os ductos (cânceres ductais); alguns têm início nas células que ligam os lóbulos (cânceres lobulares) e o restante em outros tecidos. Sistema Linfático (Linfa) É importante compreender o sistema linfático, pois é um dos caminhos através do qual o câncer de mama pode se disseminar. Esse sistema possui diversas partes.
É importante saber se as células cancerosas se disseminaram para os linfonodos, pois, em caso positivo, há uma chance maior de que as células também possam ter entrado na corrente sanguínea e se disseminado (através de metástase) pelo corpo. Quanto maior for o número de linfonodos envolvidos no câncer de mama, maiores as chances de que o câncer possa ser encontrado, também, em outros órgãos. É importante saber disso por que pode afetar seu plano de tratamento. Mas nem todas as mulheres com envolvimento de linfonodo desenvolvem metástases, e não é incomum que uma mulher que não tenha linfonodos posteriormente desenvolva metástases.
A maioria dos vasos linfáticos na mama se conecta aos linfonodos sob o braço (nódulos axilares). Alguns vasos linfáticos se conectam aos linfonodos no tórax (nódulos mamários internos) e acima ou abaixo da clavícula (nódulos supraclaviculares ou infraclaviculares). Nódulos Mamários Benignos A maioria dos nódulos mamários não é cancerosa; ou seja, eles são benignos. Ainda assim, alguns devem ser coletados para amostra e visualizados por microscópio para garantir que não seja câncer. Alterações Fibrocísticas
Os tumores de mama benignos como fibroadenomas ou papilomas intraductais são crescimentos anormais, mas não são cânceres e não podem se disseminar da mama para os outros órgãos. Eles não representam ameaça à vida. Ainda assim, algumas condições benignas de mama são importantes, pois as mulheres com essas condições apresentam risco maior de desenvolverem câncer de mama.
A maioria dos nódulos parecem alterações fibrocísticas. O termo fibrocístico se refere à fibrose e cistos. Fibrose é a formação de tecido fibroso (parecido com cicatrizes) e cistos são pequenas bolsas contendo líquido. As alterações fibrocísticas podem causar inchaço da mama e dor. Isso ocorre com freqüência logo antes da chegada da menstruação. Suas mamas podem parecer com nódulo e, algumas vezes, você pode notar uma secreção leve ou clara do mamilo. Termos Gerais É importante compreender algumas das palavras-chave utilizadas para descrever o câncer de mama.
Carcinoma
Este é um termo utilizado para descrever um câncer que começa na camada de revestimento (células epiteliais) de órgãos como a mama. Quase todos os cânceres de mama são carcinomas (carcinomas ductais ou lobulares).
Adenocarcinoma


Adenocarcinoma é um tipo de carcinoma que tem início no tecido glandular (tecido que forma e secreta uma substância). Os ductos e lóbulos da mama são formados por tecido glandular (eles produzem leite materno), logo, os cânceres que se iniciam nessas áreas são algumas vezes denominados adenocarcinomas.

Carcinoma In Situ

Esse termo é utilizado para o estágio prematuro do câncer, quando se restringe à camada das células onde teve início. Especificamente no câncer de mama, in situ significa que as células cancerosas permanecem restritas aos ductos (carcinoma ductal in situ) ou lóbulos (carcinoma lobular in situ). Elas não invadiram tecidos mais profundos da mama ou se disseminaram para outros órgãos do corpo, e são algumas vezes referidas como câncer de mama não-invasivo.

Carcinoma Invasivo (Infiltrante)

Um câncer invasivo é aquele que já ultrapassou a camada das células onde teve início (fazendo oposição ao carcinoma in situ). A maioria dos cânceres de mama são carcinomas invasivos - carcinoma ductal invasivo ou carcinoma lobular invasivo.

Sarcoma

Sarcomas são cânceres que têm início em tecidos conjuntivos, como tecido adiposo ou vasos sanguíneos. Sarcomas da mama são raros.

TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

Carcinoma Ductal In Situ e Carcinoma Ductal Invasivo

Existem diversos tipos de câncer de mama, embora alguns sejam raros. Não é incomum que um tumor de mama único seja uma combinação desses tipos e seja uma mistura de câncer invasivo e in situ.

Carcinoma Ductal In Situ (DCIS, sigla em inglês)

O carcinoma ductal in situ (também conhecido como carcinoma intraductal) é o tipo de câncer de mama não-invasivo mais comum. DCIS significa que as células cancerosas se encontram dentro dos ductos, mas não se disseminaram através das paredes dos ductos no tecido mamário adjacente.

Cerca de 1 entre 5 novos casos de câncer de mama serão DCIS. Quase todas as mulheres diagnosticadas neste estágio precoce de câncer de mama podem ser curadas. Normalmente a mamografia é a melhor forma de descobrir precocemente o DCIS.

Quando o DCIS é diagnosticado, o patologista (um médico especializado no diagnóstico de doenças a partir de amostras de tecido) irá procurar uma área com células cancerosas mortas ou em processo de morte, denominada necrose tumoral, na amostra de tecido. Se houver necrose, o tumor provavelmente será mais agressivo. O termo comedocarcinoma é freqüentemente utilizado para descrever DCIS com necrose.

Carcinoma Ductal Invasivo (ou Infiltrante) (IDC, sigla em inglês)

Este é o tipo de câncer de mama mais comum. Tem início na passagem de leite (ducto) da mama, atravessa a parede do ducto e invade o tecido adiposo da mama. Neste momento, pode ser capaz de se disseminar (por metástase) para outras partes do corpo através do sistema linfático e da corrente sanguínea. Cerca de 8 entre 10 casos de câncer de mama invasivo são carcinomas ductais infiltrantes.

Câncer de Mama Inflamatório.

Este tipo incomum de câncer de mama invasivo corresponde a cerca de 1% a 3% de todos os casos de câncer de mama. Em geral, não há tumor ou nódulo único. Ao invés disso, o câncer de mama inflamatório (IBC, sigla em inglês) faz com que a pele da mama apresente vermelhidão e calor e dá à pele uma aparência espessa e irregular, com aspecto de casca de laranja. Atualmente os médicos sabem que essas alterações não são causadas por inflamação ou infecção, mas pelas células cancerosas que bloqueiam os vasos linfáticos na pele. A mama afetada se torna maior ou mais firme, mais sensível ou apresentando coceira.

O câncer de mama inflamatório é freqüentemente confundido com infecção (mastite) em seus estágios mais precoces. Por não haver um nódulo definido, ele pode não aparecer na mamografia, o que o torna mais difícil de ser detectado precocemente. Tipicamente apresenta maior chance de se disseminar e pior probabilidade do que um câncer lobular ou ductal invasivo típico.

Carcinoma Lobular In Situ (LCIS, sigla em inglês)

Embora não seja realmente câncer, o LCIS (também denominado neoplasia lobular) é algumas vezes classificado como um tipo de câncer de mama não-invasivo e este é o motivo para sua inclusão aqui. Tem início nas glândulas produtoras de leite, mas não cresce através das paredes dos lóbulos.

A maioria dos especialistas em câncer de mama acredita que o LCIS por si só geralmente não se torna um câncer invasivo, mas as mulheres com esta condição apresentam maior risco de desenvolver um câncer de mama invasivo na mesma mama ou na mama oposta. Por este motivo, mulheres com LCIS devem realizar mamografias regularmente.

Carcinoma Lobular Invasivo (ou Infiltrante) (ILC, sigla em inglês)

O carcinoma lobular invasivo tem início nas glândulas produtoras de leite (lóbulos). Como o IDC, ele pode se disseminar (por metástase) para outras partes do corpo. Cerca de 1 entre 10 casos de câncer de mama invasivo é ILC. Pode ser mais difícil detectar o carcinoma lobular invasivo através da mamografia do que o carcinoma ductal invasivo.

Tumores mistos.

Tumores mistos são aqueles que contêm uma variedade de tipos de células, como câncer ductal invasivo combinado ao câncer de mama lobular invasivo. Nesta situação, o tumor é tratado como se fosse um câncer ductal invasivo.

Câncer medular

Este tipo especial de câncer de mama infiltrante possui limite distinto e bem definido entre o tecido tumoral e o tecido normal. Ele também possui outras características especiais, incluindo o amplo tamanho das células cancerosas e a presença de células do sistema imune nas bordas do tumor. O carcinoma medular corresponde a cerca de 3% a 5% dos casos de câncer de mama. A perspectiva (prognóstico) para este tipo de câncer de mama é, em geral, melhor do que para os tipos mais comuns de câncer de mama invasivos. Estes são freqüentemente difíceis de serem distinguidos do carcinoma ductal invasivo. A maioria dos especialistas acredita que o câncer medular verdadeiro é muito raro e que os casos de câncer denominados câncer medular devem ser tratados como o câncer de mama ductal invasivo usual.

Carcinoma metaplásico ou carcinoma com metaplasia

O carcinoma metaplásico (também conhecido como carcinoma com metaplasia) é uma variante muito rara do câncer ductal invasivo. Esses tumores incluem células que normalmente não são encontradas na mama, como células que parecem cutâneas (células escamosas) ou células que fazem parte da produção de osso. Esses tumores são tratados como câncer ductal invasivo.

Carcinoma Mucinoso ou Carcinoma Colóide

Também conhecido como carcinoma colóide, este tipo raro de câncer de mama invasivo é formado por células cancerosas produtoras de muco. O prognóstico para o carcinoma mucinoso é, em geral, mais favorável do que para os tipos mais comuns de câncer de mama invasivos.

Doença de Paget do mamilo

Este tipo de câncer de mama tem início nos ductos mamários e se dissemina para a pele do mamilo e, então, para a aréola, o círculo escuro ao redor do mamilo. É um tipo raro, correspondendo somente a cerca de 1% de todos os casos de câncer de mama. A pele do mamilo e aréola freqüentemente parece apresentar crosta, é escamosa e vermelha, com áreas de sangramento ou com vazamento. A mulher pode notar calor excessivo na área ou coceira.

A doença de Paget está quase sempre associada ao carcinoma ductal in situ (DCIS) ou, de forma mais freqüente, ao carcinoma ductal infiltrante. Se não for possível sentir qualquer nódulo no tecido da mama e a biópsia apresentar DCIS, mas sem câncer invasivo, o prognóstico é excelente
Carcinoma tubular

Carcinoma tubular é outro tipo especial de carcinoma da mama ductal invasivo. Ele é chamado tubular por causa da aparência das células sob o microscópio. Carcinomas tubulares correspondem a cerca de 2% de todos os casos de câncer de mama e tendem a apresentar melhor prognóstico do que os carcinomas lobulares ou ductais infiltrantes.

Carcinoma papilar

As células desses tipos de câncer tendem a se organizar em projeções pequenas e com formato de um dedo quando observadas sob o microscópio. Esses tipos de câncer são mais freqüentemente considerados como um subtipo do carcinoma ductal in situ (DCIS) e são tratados como tal. Em casos raros são invasivos, nos quais são tratados como carcinoma ductal invasivo, embora a perspectiva apresente tendência maior para ser favorável. Esses tipos de cânceres correspondem a 1% ou 2% de todos os casos de cânceres de mama e tendem a ser diagnosticados em mulheres mais velhas

Carcinoma adenóide cístico ou carcinoma adenocístico

Esse tipos de câncer é assim denominado por apresentar traços glandulares (adenóide) semelhantes a cilindros (cístico) quando observados sob o microscópio. Eles correspondem a menos de 1% dos casos de câncer de mama. Raramente se disseminam para os linfonodos ou áreas distantes e tendem a apresentar um prognóstico muito bom.

Tumor filodes

Este é um tipo de tumor de mama muito raro que se desenvolve no estroma (tecido conjuntivo) da mama, ao contrário dos carcinomas, que se desenvolvem nos ductos ou lóbulos. Outras denominações para estes tumores incluem tumor filóide e cistosarcoma filóide. Esses tumores são, em geral, benignos, mas em raras ocasiões podem ser malignos.


Tumores filóides benignos são tratados através da remoção da massa junto à margem do tecido da mama normal. Um tumor filóide maligno é tratado através de sua remoção junto à margem mais extensa do tecido normal, ou por mastectomia. Enquanto a cirurgia é freqüentemente o único tratamento necessário, esses tipos de cânceres podem não responder tão bem a outros tratamentos utilizados para câncer de mama lobular ou ductal invasivo.
Angiosarcoma Trata-se de uma forma de câncer que se inicia a partir de células que se alinham para formar os vasos sanguíneos. Raramente ocorre nas mamas. Quando ocorre, é geralmente observado como complicação da radiação às mamas. Tende a se desenvolver cerca de 5 a 10 anos após o tratamento com radiação. Contudo, esta é uma complicação extremamente rara da radioterapia da mama.
O angiosarcoma também pode ocorrer nos braços das mulheres que desenvolvem linfedema como resultado de cirurgia do linfonodo ou radioterapia para tratar o câncer de mama.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.