Sabão: como ele surgiu?

Você sabia que somente pessoas a serem homenageadas 
podiam se banhar com sabão na antiguidade??

O sabão já teve outras utilizações além da limpeza, os Romanos o usavam numa mistura com emplastros para tratar queimaduras e ferimentos.

Agora uma pergunta bem interessante: qual veio primeiro, o sabão ou a prática de lavar roupa? Em tempos remotos, a lavagem de roupas era feita de modo bem diferente. Hoje temos acesso a detergentes, amaciantes, alvejantes etc., há muitos anos não existia nada disso e a saída era usar de artifícios nada convencionais. Acredite se quiser, as roupas eram lavadas com urina. Isso mesmo, a urina humana era usada junto à água para limpar vestimentas.

A ideia tem fundamentação científica: a urina possui em sua composição química o amoníaco, substância usada nos dias atuais para a composição de alvejantes. Graças à evolução dos produtos podemos usufruir hoje de roupas com cheirinho de limpeza, viva a modernidade! O processo para se obter o sabão é uma das mais antigas reações químicas. Suspeita-se que sua origem foi a partir da prática de se ferver gordura animal contaminada com cinzas, uma espécie de coalho se forma durante o processo, esta seria uma das descobertas mais importantes da história.

Por volta do ano de 23-79 d.C, o historiador romano Plínio, o Velho, deixou registrado o método de obtenção do sabão duro e mole, e a partir do século XIII iniciou-se a fabricação em larga escala.

Só alguns anos mais tarde, através do químico francês Michel-Eugène Chevreul (1786-1889), foi possível constatar que a formação do sabão se dava em virtude de uma reação química.

O que são os sabões? Como agem? E a que devemos estar atentos?

Detergente, sabão em pó, sabão em pedra, sabonete. A vida moderna ficou muito mais higiênica e prática com esses produtos, mas como agem e quais implicações das reações químicas dessas substâncias que, em contato com a água, podem trazer para a nossa vida e para o meio ambiente em geral?

Os sabões são substâncias denominadas tensoativas, ou seja, diminuem a tensão formada entre dois líquidos. Assim, elementos como a água e o óleo perdem a capacidade de se manterem separados. Não é à toa que costumamos usar o produto para limpeza em geral.

Como isso acontece?
Os sabões são produzidos a partir da reação de gorduras e óleos com uma base (geralmente hidróxido de sódio ou de potássio) dando origem a um sal, que é o sabão, e glicerol, da família do álcool.

ÓLEO OU GORDURA + BASE --> GLICEROL + SABÃO

A fórmula é basicamente esta de cima, porém, dependendo da base que usamos, o resultado é um tipo diferente de sabão. Se colocarmos soda cáustica (NaOH), o sabão fica duro igual ao usado para lavar roupa. Agora, se colocarmos hidróxido de potássio (KOH), o sabão fica mole tipo sabonete, portanto é o sal mais comum em produtos de higiene pessoal.
poder de limpeza dos sabões

A água, sozinha, até tira um barro aqui e outro lá das mãos, mas quando é pra deixar bem branca uma camisa de futebol por exemplo. O nosso corpo libera gordura através da pele, que acaba grudando junto com a poeira, no tecido das roupas, e para limpar essa bagunça, só mesmo com um tensoativo; água só não dá conta. Nesse caso, o sabão desempenha um papel fundamental porque ele é capaz de interagir tanto com a água (substância polar), quanto com a gordura (apolar). Fazendo com que a “cola” que une as moléculas de água e gordura formem novos agrupamentos, saindo do tecido e indo ralo abaixo. Resultado: roupa limpa e água suja.Os sabões são substâncias denominadas tensoativas, ou seja, diminuem a tensão formada entre dois líquidos. Assim, elementos como a água e o óleo perdem a capacidade de se manterem separados. Não é à toa que costumamos usar o produto para limpeza em geral.

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