Violência nas escolas: entenda melhor e saiba como combater


 VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS 

Cada vez mais a violência têm tomado espaço na nossa sociedade e nas escolas não tem sido diferente: todos os dias uma criança agride colegas ou professores, seja fisicamente ou verbalmente. Especialistas são convidados a se manifestar sobre questões como a presença de policiais nos colégios, o fechamento de instituições devido a toques de recolher, agressões e assassinatos envolvendo alunos e professores, bullying etc. 
Os estudos realizados sobre os fatores que levam à violência tiveram por conclusão pontos distintos, mas, na sua maioria,  fazem análises por perspectivas sociais ou psicológicas, entendendo a causa da violência como o resultado do entorno ou da vulnerabilidade de certos jovens. Embora não devam ser desconsideradas, muitas conclusões dão a impressão de que não há alternativas para lidar com os problemas do dia a dia. A violência é um fenômeno complexo. Olhá-la dentro de uma perspectiva institucional nos oferece elementos para a enfrentarmos. Insisto: não se trata de negar os contextos social e psicológico como causas, mas buscar alternativas de ação dentro das escolas.


A melhor maneira de combater a violência tê sido através do currículo. Trazer o assunto para dentro da sala de aula é importante, fazendo questionamentos como "O que é a violência?" "Quais os tipos de agressões desenvolvidas pela humanidade?" "Quais deles acontecem no país, na cidade e na escola?" "Existem situações em que a violência pode ser considerada legítima?" "Por meio de que instituições é possível combatê-la?" "Como as artes e o esporte lidam com ela?" "Quais leis nos protegem?" A problematização dessas perguntas vai ajudar os estudantes a entender o assunto e refletir sobre ele. 
Além de pensar criticamente, o jovem deve ter a oportunidade de intervir sobre as manifestações que o afetam. Nesse sentido, entra o segundo aspecto curricular, em todas as etapas da escolaridade, que é o desenvolvimento de dispositivos de mediação de conflitos ou de ações que estimulem o protagonismo estudantil, a fim de ensinar como gerenciar as diversas situações de forma democrática. A prática de assembleias envolvendo pais, alunos e docentes, a criação de um grêmio estudantil, o desenvolvimento de campanhas de conscientização ou mesmo a manifestação pública em redes sociais são algumas possibilidades que permitem ao aluno participar ativamente de ações de combate à violência.





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