BIBLIOTERAPIA: uma tentativa de cura pela leitura


Existem muitas formas de terapia, concorda? Você já ouviu falar na biblioterapia? Não é um termo muito comum como fisioterapia, por exemplo, mas é de igual importância para a saúde de um paciente. Saiba mais sobre isso!

BIBLIOTERAPIA?

Em atividade desde o dia 1º de março, a clínica lisboeta The Therapist oferece vários tipos de tratamentos alternativos, da medicina chinesa à naturopatia (que engloba homeopatia, nutrição e massagens terapêuticas). Em meio a eles, foram abertas as primeiras consultas de biblioterapia no país. 
As sessões de biblioterapia são feitas com orientação e prescrição de leituras, segundo o site da clínica. Uma consulta custa € 60 por pessoa, algo em torno de R$ 200.
Para que o tratamento aconteça, o terapeuta precisa ter acesso aos problemas de saúde do paciente e aos seus hábitos de leitura, dos autores e gêneros que está lendo no momento, para, a partir dessas informações, criar um plano de leitura personalizado. 
As consultas são particularmente úteis para adolescentes. Elas os ajudam a aprender a ler e a estudar, a tirar um proveito maior dos livros e a descobrir o prazer da leitura, também como uma maneira de encontrar respostas para suas angústias. 
A biblioterapia tem sido utilizada em hospitais, penitenciárias, asilos, no tratamento de problemas psicológicos de pacientes de diversas faixas etárias, assim como de pessoas com deficiência física, doentes crônicos e dependentes.

Como isso pode ajudar os pacientes?

 Os componentes da atividade de leitura descritos pelo estudo como “biblioterapêuticos” são a catarse, o humor, identificação, a projeção e a introspecção que ela proporciona. Nas definições de “biblioterapia” apresentadas, alguns dos objetivos e potencialidades do tratamento citados são:
- permitir ao leitor verificar que há mais de uma solução para seu problema
- adquirir um conhecimento melhor de si e das reações dos outros
- alcançar um entendimento melhor das emoções e afastar a sensação de isolamento.
 Para César Ferreira, quando o paciente é capaz de assumir o papel das personagens do livro e consegue trazer a história e o aprendizado para a sua própria vida, a terapia cumpriu seus objetivos. Para receitar uma leitura, muitos fatores têm de ser equacionados, desde o desafio psicológico a ser ultrapassado pelo paciente até sua capacidade de leitura, o tipo de leitor que é, seu estilo de aprendizagem e limitações físicas, como por exemplo, um eventual problema de visão. Na clínica portuguesa, a consulta funciona em três fases: a fase do diagnóstico, a do plano de leitura orientado (o que ler, como ler, como aplicar) e a da “transformação”, em que o paciente já identifica os frutos do processo.

Quem são as biblioterapeutas?

Principais requisitos para um biblioterapeuta:
- competências de análise de comportamentos humanos
- competências de análise de hábitos de leitura, de técnicas de rentabilização de leituras 
- uma grande capacidade em pesquisar e recuperar livros verdadeiramente transformadores. 
  O trabalho consiste em encontrar o livro certo no momento certo para o paciente.






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