O que é uma quimera humana? Uma ilusão? Um mito?Uma invenção? Saiba mais...


Parece assustador pensar em uma quimera humana – um ser com dois tipos de DNA. Mas elas existem e não são, necessariamente, resultado de testes em laboratório.

Quimera foi uma criatura da mitologia grega que possuía cabeça de leão, corpo de cabra e rabo de serpente.

Recentemente, os pesquisadores concluíram que já existem ao menos três tipos de quimeras humanas – duas naturais e uma artificial.

Essas pessoas são as "felizes contempladas" com dois tipos de DNA no organismo em vez de um. Elas podem transportar genes alheios durante anos, até o acaso revelar essa estranha mutação.




Assim, são chamadas de quimeras os organismos animais ou vegetais compostos de tecidos geneticamente diferentes. São conhecidos em todo o mundo os experimentos do grande pesquisador russo, pomólogo e geneticista, Ivan Michurin, que foi praticamente o primeiro a criar artificialmente quimeras vegetais por cruzamento de umas com outras para obter maiores colheitas e uma maior resistência aos fatores climatéricos adversos.

No entanto, o quimerismo acontece muito mais nas plantas do que entre os mamíferos. Nestes últimos isso é muito raro. 



Tanto mais interessante é a história de a norte-americana Lydia Fairchild que, depois de acabar com o namorado, resolveu exigir-lhe uma pensão de alimentos. O pai dos seus filhos teve de entregar uma amostra de DNA para o teste de paternidade, assim como a própria Lydia Fairchild teve de o fazer. Foi quando ela teve uma grande surpresa: se verificou que ela não era mãe dos seus próprios dois filhos, assim como do terceiro do qual estava grávida nesse momento. No princípio, os médicos supuseram que isso se deveria a uma transfusão de sangue ou a um transplante de órgãos, só que Lydia nunca foi submetida a processos desse tipo.

Só se conseguiu esclarecer o mistério depois de analisar cabelos e pelos púbicos da mulher. Se verificou que eles continham material genético diferente. O que se tinha passado foi que Lydia, no estado de embrião, tinha absorvido a sua irmã gêmea, ficando as células desta no seu corpo. Assim, ainda antes de ter nascido, Lydia se tornou numa quimera. Depois de realizadas as análises, todas as acusações contra ela foram retiradas e a sua história foi mostrada na televisão num programa com o nome "O gêmeo dentro de mim".



Até este momento, foram registados cerca de cinquenta casos de quimerismo humano. Os números reais desse tipo de casos podem ser bastante maiores.


Três quimeras humanas que já existem e podem estar aí do seu lado:

Recentemente, os pesquisadores concluíram que já existem ao menos três tipos de quimeras humanas – duas naturais e uma artificial. 

Tipo 1 

Uma das quimeras humanas naturais que já existem são casos de gêmeos: dois óvulos fecundados podem se fundir num só ou quando gêmeos heterozigóticos trocam células entre si devido à fusão de vasos sanguíneos.

Tipo 2 
O segundo tipo de quimera humana natural identificada são mães que absorvem o DNA dos fetos. Um estudo de 2015 sugere que isto acontece em quase todas as mulheres grávidas, pelo menos temporariamente. 

Os pesquisadores testaram amostras de tecido dos rins, fígado, baço, pulmões, coração e cérebro de 26 mulheres que morreram tragicamente durante a gravidez ou no prazo de um mês após o parto. O estudo verificou que as mulheres tinham células fetais em todos estes tecidos.  

Tipo 3 




O terceiro tipo de quimera humana são os casos de transplantes de medula óssea. Durante tais transplantes, uma pessoa terá a sua própria medula óssea destruída e substituída. A medula óssea contém células estaminais que se desenvolvem no sangue. Isso significa que uma pessoa submetida a um transplante de medula óssea terá suas células sanguíneas e mais as células do doador.


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